Minha Casa Minha Vida x Casa Verde E Amarela: Qual Programa É Melhor?

Um dos programas de maior sucesso no Brasil nos últimos anos, Minha Casa Minha Vida, pode estar com seus dias contados, ou melhor, será substituído por um novo programa, que vai se chamar Casa Verde e Amarela.

No entanto, o novo programa está sofrendo muitas críticas por que boa parte das pessoas acreditam que ele não terá a mesma abrangência do Minha Casa Minha Vida, ou seja, que menos pessoas serão atendidas. Vale salientar que a finalidade principal do Minha Casa Minha Vida é proporcionar moradia para as pessoas mais pobres de todo o Brasil.

O Casa Verde e Amarela foi criado pelo atual Governo para que o Minha Casa Minha Vida não exista mais. Porém, mesmo sendo bem parecidos, os dois programas deverão atender pessoas diferentes, ou melhor, públicos diferentes.

Em comum, tanto o Minha Casa Minha Vida quanto o Casa Verde e Amarela, possibilitam melhores condições para construção de casas em conjuntos habitacionais. No entanto, as regras são diferentes, de acordo com analistas, do propósito social.

Convergências entre os programas

Estamos lançando um programa que vai permitir que o Brasil tenha a menor taxa de juros da história num programa habitacional”, afirmou Rogerio Marinho, presidente do Desenvolvimento Nacional.

Diante dessa frase, dá para perceber que o Governo de fato deseja ampliar o número de construções habitacionais. E para isso, o presidente Bolsonaro já afirmou que deverá reduzir as taxas de juros, fazendo com que a prestação mensal seja a menor na história do projeto.

Outro ponto importante é que as cobranças serão menores para as duas regiões mais pobres do Brasil: Norte e Nordeste, ficando entre 4,25% e 4,75%. No entanto, mesmo com essa redução significativa, esses valores deverão deixar de fora uma parte significativa dos atuais contemplados com renda mínima.

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Análise de especialistas

Pessoas que são atuantes do setor dizem que mesmo diante da redução das taxas de juros, o Casa Verde e Amarela deverá deixar de fora pessoas que estão em situação de vulnerabilidade social. Isso vai acontecer por que diante das regras ainda não publicadas para a concessão do benefício, as pessoas que não possuem renda fixa não deverão ter acesso.

Pela maneira que está sendo proposta, com pouca discussão e com a academia e debates públicos, corre-se o risco de repetir os erros do passado”, disse Frederico Ramos, que é professor de Micro Economia da Fundação Getúlio Vargas.

É importante ressaltar que o Minha Casa Minha Vida financia mais de metade dos imóveis, ou seja, 50% dos imóveis para os menos favorecidos, custeando mais de metade do pagamento. De acordo com o novo projeto, essa categoria deverá não existir mais, deixando as pessoas vulneráveis mais distantes do sonho de ter uma casa própria.

Segundo Renato Balbim, que é doutor em geografia urbana e especialista em politicas habitacionais, o Casa Verde e Amarela “pega tudo que existe, já contratado no Governo, que é basicamente Minha Casa Minha Vida, e dá um novo nome”.

Ainda de acordo com Balbim, as diretrizes no novo programa “são extremamente genéricas. O Governo dá uma jogada de marketing e já coloca no bolso tudo o que está contratado, que basicamente é Minha Casa Minha Vida, e chama de Casa Verde e Amarela”.

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